Especialista dá dicas para os pais evitarem acidentes. O perigo pode estar dentro de casa Dados recentes do Ministério da Saúde apontam que 27% dos acidentes com queimaduras têm como vítimas crianças menores de 9 anos - 91,6% deles acontecem em casa, por conta de contato com chamas, água quente, alimentos e líquidos. A cirurgiã plástica do Prontobaby - Hospital da Criança, Sheyla Carvalho, avalia que a maioria desses casos podem ser evitados. É imprescindível que pais e responsáveis estejam atentos à prevenção e conscientes sobre as consequências dessas lesões, alerta a especialista. As queimaduras lideram as causas de acidentes fatais domiciliares na faixa etária de 1 a 9 anos. Elas podem ser térmicas (mais comuns), elétricas, químicas ou provocadas por irradiação. Pequenos com menos de 3 anos de idade geralmente se queimam em contato com líquidos superaquecidos, como o leite e a água. Já as crianças acima de 3 anos são mais suscetíveis a acidentes com fogo, líquidos inflamáveis e fogos de artifício. Queimaduras por eletricidade ou agentes químicos são mais raras , explica a cirurgiã plástica. Saiba como agir O que fazer em casos de queimaduras envolvendo crianças? De acordo com a especialista, podem ser colocadas compressas de água fria sobre a lesão para aliviar a dor e reduzir a formação de edema. Só deve ser utilizada água. Qualquer outra substância pode transformar as queimaduras superficiais em profundas. Não se deve passar de forma alguma produtos caseiros, como manteiga ou água sanitária, na área afetada , enfatiza Sheyla Carvalho. Os primeiros socorros podem ser essenciais para salvar a vida da criança e evitar sequelas. Além das compressas de água, deve-se remover toda a roupa da vítima para cessar o processo de queimadura, uma vez que os tecidos sintéticos queimam rapidamente em altas temperaturas. No caso de queimaduras elétricas, se a criança estiver presa à fonte de energia, a primeira providência é desligar a fonte antes de tentar retirá-la dessa situação. Em casos de queimadura química, o produto deve ser removido imediatamente com grande quantidade de água no mínimo por 20 a 30 minutos. Se houver pó seco ainda depositado sobre a pele, ele deverá ser removido antes de iniciar a irrigação com água. As roupas impregnadas com substância química devem ser removidas com cuidado , orienta a cirurgiã plástica do Prontobaby Hospital da Criança. De acordo com a especialista, após os primeiros socorros, a criança deve ser levada imediatamente ao médico. É ele quem vai avaliar o percentual da superfície queimada e profundidade, definindo se há necessidade de internação. As lesões chamadas de primeiro grau atingem a camada mais externa da pele - a epiderme - e geralmente demandam apenas acompanhamento ambulatorial. Já as lesões de segundo grau que atingem as camadas externa e média da pele, epiderme e derme e de terceiro grau que atingem a totalidade das camadas da pele e em muitos casos outros tecidos, como o tecido celular subcutâneo, músculos e ossos podem levar à internação, dependendo da localização e da superfície corporal atingida. Prevenção Segundo a cirurgiã plástica do Prontobaby, Sheyla Carvalho, algumas medidas simples podem evitar o risco de queimaduras em crianças, tais como:
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